Músicas de Bandas Novas ainda Desconhecidas...

Ao contrário do que costumo fazer por aqui, esse post não será longo. Acredito que será até curto para o tema proposto.

Ontem, um conhecido meu me procurou para que eu escolhesse algumas músicas que a banda de seu filho está montando.


Do total de 17 músicas compostas, eu deveria escolher umas 6 que, juntamente com outros juris, sairiam as 6 músicas que iriam ser gravadas no disco de lançamento da banda.

Eu pude, não só escolher algumas músicas, mas também dar alguns pitacos nas composições.

Mas o que mais me chamou a atenção, e que fiz algumas críticas construtivas, foi o fato de todas as músicas terem a mesma forma, a mesma introdução, e que tais composições (sem produção, apenas tocadas com violão e voz) ainda precisam de um empurrão em algumas áreas.

O que percebi não foi falta de criatividade nas músicas, mas que os compositores não sabiam explorar o que tinham nas mãos!

É como você ter uma pedra nas mãos e não saber que é preciosa, ou que pode se tornar preciosa caso haja uma lapidação correta.


Se você não souber utilizar uma ideia bacana que você teve, ou se usá-la de modo "equivocada", você vai por tudo a perder... Sua música, que poderia ganhar um prestígio, perderá valor!

O que vejo que mais falta nos compositores principiantes é o senso de forma. Além de trabalhar com a harmonia, por mais simples que seja, em prol da forma musical.

Uma música nova, seja qual for seu gênero, precisa nos surpreender de alguma forma, precisa trazer algo novo, precisa nos acrescentar algo que ainda não foi feito, e a soma de tudo isso nos cativa.

É claro que mesmo os grandes compositores não conseguem 100% de tudo isso...

Trazer algo novo nem sempre é fácil. Além disso, dependendo do que o compositor deseja, nem sempre é o que realmente se precisa.

Mas usar clichês sem saber o que está por trás disso, e de modo inconsequente, será mais um passo para matar sua música em meio a tantas outras do mesmo tipo...

Uma boa maneira para você saber se sua música está indo para algum lugar bom é se perguntar:

"O que essa música minha tem de bom e que pode surpreender o ouvinte?"


Se você souber responder a isso, mesmo que realmente você esteja enganado, já será meio caminho dado, pois você já está conseguindo ter uma autocrítica com sua própria música, e saber onde você deve melhorá-la.

Pode ainda não souber como melhorá-la, mas saber onde é um bom começo.

Muitos Músicos atuais deveriam conhecer e saber a importância de se analisar as músicas de outros compositores.

Pensando nisso, escrevi um post falando justamente sobre isso, seja você um compositor ou apenas um músico intérprete:



Precisamos estar sempre atentos a novas músicas, a novos gêneros musicais, a novas soluções, e extrair o que pode ser bom para o nosso uso posterior em nossas novas músicas.

O problema é quando não nos chega músicas de qualidade (e é o que mais percebo no mercado fonográfico), é sempre o mais do mesmo!

E é justamente isso que mais acontece nas músicas de várias bandas novas que tenho escutado ultimamente:

O mais do mesmo!


Se você quer se diferenciar, se você quer tornar sua música realmente interessante, você vai precisar investir no seu conhecimento composicional. Vai ter que começar a ter uma autocrítica.

Vai ter que sair daquele comodismo habitual, e parar de dizer que compõe com seu instinto, com sua intuição, com sua inspiração...

Há muito mais na música composto do que isso!

Mas tudo vai depender dos seus objetivos, do que você quer conquistar.

Você prefere ser único ou apenas ser o mais do mesmo?????



Gostaria de ouvir imensamente sua opinião sobre tal assunto, que seria um assunto inesgotável, mas de extrema importância.

Por isso, deixe seus comentários, suas impressões aqui. Cite se você já passou por isso também...

abraços,


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