Análise da Invenção de Bach BWV 772



Você sabe a importância de se analisar uma música?





Partitura Completa:

Tonalidade Dó Maior.

Esta Invenção está dividida em 3 partes: P1, P2 e P3. Veja as divisões destas partes na partitura e as regiões modulantes em que se encontra cada trecho da peça:


Vendo a partitura anterior, podemos ver a sequencia das regiões modulantes:
 T - D - T - dor - sm - (T) - SD - T

Coloquei (T) como região modulante de passagem (por isso o parênteses envolvendo a região da tõnica T), no compasso 17. Considero de passagem por não firmar de fato a tônica da peça (em dó maior). É um trecho pequeno que parece ser mais de passagem do que uma afirmação da tônica.



Os motivos principais da peça são:



A música inteira é construída sobre esses únicos motivos, e isso é uma das características da Invenção, onde poucos motivos são encadeados de formas diferentes para formar novas frases.


Análise de P1:


Repare que em toda a parte P1 há os encadeamentos dos motivos!

A construção fraseológica segue dessa forma:

P1 dá toda a estrutura para que seja desenvolvido em P2.


Um texto muito interessante sobre as invenções de Bach e outras características pode ser lido aqui.
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2 comentários :

  1. Oi, tudo bem?
    Eu dei uma olhadinha na leitura que vc fez da peça. Eu nunca analisei, de fato, essa invenção, mas acho que o que vc chama de "motivos" são, na verdade, uma coisa só. As "variações" são obtidas por técnicas de manipulação melódica, tipo aumentação, inversão e coisas afins.
    Caso vc saiba o que elas são (essas técnicas), acho que vale a pena pôr no texto e na análise. Caso não saiba, dá uma olhadinha que vai esclarecer muita coisa. A peça é até bastante simples se vc relaciona o motivo a essas mutações.
    Espero ter ajudado.
    Abraço!

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  2. Olá Anônimo,

    Certamente são variações melódicas, e é por isso que as chamei de variações sobre o motivo principal. Por exemplo, m1 gerou m1.1 e m1.2, e m2 gerou m2.2 (que ainda pode ser subdividido em 2 partes), e não m3 ou m4 (note que dividi em novos grupos, indicando quem gerou quem, através da notação .1 e .2 após o motivo "pai"). Ou seja, um motivo gerou outros motivos (talvez não tenha ficado claro no texto) por variação melódica.

    O que é interessante aqui, é que os "sub-motivos" (m1.1, m1.2, m2.2), gerados a partir dos motivos principais (m1 e m2), através de variações melódicas, são tratados como um novo motivo por serem utilizados em outro contexto na peça: para gerar conexões, progressões, acompanhamento, etc...

    Obrigado pela participação!

    []s

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